Na íntegra, a verdadeira história das manzanas   4 comments

Bem, bem, bem.

Parecem tão inocentes...

V amos ao que interessa…haviam maças lindas de morrer naquela cesta também linda de morrer, que o noivo (agora então, marido?!) resolveu colocar na mala… Chegada em Sampa, ok. Vôo para Santiago, ok…até chegar lá. Bem, tinha que preencher um formulário de produtos agro-qualquer-coisa-que tem que declarar. A noiva (ops, agora esposa!) perita em inglês (meus Deus, salve-se quem puder com toda essa cultura anglo-americana-saxã-fapolística) leu todo o formulário e marcou para ela e seu maridinho tudo NÃO. Não estamos levando nenhum produto tipo erva, mudinha, plantinha, nada disso.

Bonitos e lindos de morrer o casal chegou lá, felizes e entusiasmadíssimos, fora o cansaço claro, prontos para pegar suas malas e irem para o hotel começarem a tão-sonhada-lua-de-mel. Chile. Lugar organizado. Haviam uns 5 cães farejadores perto das malas cheirando tudo. Tranquilos e felizes, o querido casal curtiu aquele momento, despreocupados com o que viria acontecer. Neste momento, eles assistiram um pobre homem (cuja mochila parecia discreta) virar objeto de obsessão de um cachorro. O lindo dog pulava desesperado em cima da mochila como se ali tivesse 03 toneladas de cocaína.Que chato…o homem foi chamado de forma educada para dar esclarecimentos e o lindo casal em lua de mel nunca mais ficou sabendo dele.

Bem…o casal lindo (mas não tão esperto assim, vamos ver a seguir), de posse de suas malas tinham apenas mais uma tarefa até sair do aeroporto: passar suas malas pelo scanner do aeroporto organizado com cães simpáticos, queridos, mas altamente farejadores de coisas. “Tranquilo”. Pensou o casal. Mas…algo apareceu no scanner e tudo MUDOU. Haviam duas maçãs…aquelas da cesta, lembram? Que estavam na mala por obra do marido, que queria alimentar sua marida com o fruto do pecado.

Uma simpática moça informou que o problema era que elas não tinham sido declaradas e que eles deviam aguardar…para RESOLVER. Que saudades das aulas de espanhol que nunca tivemos, ó céus! Que língua difícil de entender. A moça que falava espanhol e era simpática (pelas suas feições e gestos, porque não entendíamos quase nada do que ela falava) pediu para aguardarmos…e ficamos lá aguardando. 10 minutos. 15 minutos. 20 minutos.30 minutos…e nada.

Nesse meio tempo, chegaram outras pessoas fora-da-lei como o casal: eles traziam contrabando perigosíssimo: limões, queijos, maçãs…Foi bom, porque podemos observar bem o ambiente: por exemplo, tinha uma mesa com um homem que usava um facão igual ao Fred Krueger para furar as coisas no meio, fazendo bastante barulho e com muito desejo de vingança nos olhos (parecia que ele queria dizer: malditos brasileiros, vem para cá com esse real bagaceiro que vale muito mais que o nosso peso, se achando, trazendo limões ilegais para fazerem caipirinha ilegal aqui, deixarem o nosso povo bobo e alegre que nem o deles…). Nessa hora, ela começou a ficar com medo. Tinha também cachorros farejadores super simpáticos, todos igual ao Marley do filme… o casal tentou fazer amizade, mas os policias não gostaram muito e afastaram os cachorros deles…os policiais estavam com ciúmes porque todos queriam fazer carinho nos dogs e não neles. O tempo foi passando e a sede chegando. Ao pedir água para o único ser humano simpático dali, que era a moça, foi informado que não tinha água ali em lugar NENHUM e que NÃO era RECOMENDADO tomar água do banheiro por que NÃO era POTÁVEL…(Seria o final do lindo casal em lua de mel: morrer de sede então?)

Depois de quase uma hora o marido foi chamado para dar esclarecimentos. Ele entrou sozinho na sala do interrogatório. Sabe o filme o expresso da meia-noite…? Ela lembrou do filme e começou a rezar, porque não pode entrar. Até então, ele era culpado pelas manzanas assassinas e ela, só cúmplice. Se fossem para a cadeia, não ficariam juntos e ela teria menos tempo de prisão que ele. Coisas da vida prática começaram a inundar o pensamento da esposa, do tipo, quem iria acalmar o Orpheu neste período na cadeia? Ao sair, aliviado, o esposo contou o que aconteceu. O interrogatório seguiu-se assim:

Gestapo Chilena: – Por que você não declarou as manzanas?

Ele, marido, respondendo com a verdade: – Esqueci…

(hummm…Mas a verdade não era suficiente naquela hora)

Gestapo Chilena: – Esqueceu? Como?

Ele, honesto, responde: -Esqueci…

Gestapo Chilena: – Por que esqueceu?

Ele, perdendo a paciência: – Por que eu tô em lua-de-mel e tenho mais o que fazer…(hehe, pegadinha, isso ele queria dizer, mas não disse…Ele só disse de novo que Es-que-ceu.

Finalmente…depois de ser advertido com muitas coisas horríveis e ininteligíveis ( do tipo você é fora-da-lei, podia ter te mandado para o Carandiru chileno, podia ter mandado vocês voltarem para o Brasil, podia ter largado vocês no vale nevado para voltarem a pé, podia ter cobrado uma multa absurda, entre outras coisas queridas) , ter assinado um auto de infração (que até hoje não se sabe o que significa, pois está todo em espanhol), O CASAL FOI LIBERADO PARA CURTIR A LUA-DE-MEL!!!!

Ufa…! Padrinhos, vocês são fogo, hein? Quanto vocês devem ter pago para a polícia nacional chilena fazer todo esse teatro…

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Publicado 26/10/2010 por danemi em Sem categoria

4 Respostas para “Na íntegra, a verdadeira história das manzanas

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  1. hahahhahaha
    queria ter visto a cara do afilhado no interregatorio!!!!!!!!

  2. hehehehehehe, quase que os padrinho tinham que fazer uma vaquinha, pra resgatar os noivos das garras dos homens maus, rsrssssssssssssss
    bjs

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